A tábua mostra os setores da economia com as maiores margens de lucro nos EUA. Grande secção destas empresas possuem ações listadas na bolsa brasileira (por meio de BDR) ou bolsas americanas através de qualquer corretora no exterior. Clique sobre o nome das empresas para ver a cotação da ação no exterior.
Margem líquida é um dos indicadores financeiros mais importantes para medir a eficiência de uma empresa. Ela mostra a porcentagem da receita que se transforma em lucro líquido depois de descontados custos, impostos e outras despesas. Quanto maior a margem, mais eficiente é o negócio.
Nos Estados Unidos, os setores mais lucrativos são tabaco (32%), software de entretenimento (27,4%) e REITs de varejo (25,5%). São segmentos que operam com elevada eficiência e modelos de negócio sólidos, capazes de tomar uma fatia expressiva da receita porquê lucro. Isso não acontece por eventualidade: são setores que operam em um envolvente regulatório inabalável, previsível e com insignificante dispêndio de capital.
No Brasil, a verdade é outra. Juros estruturalmente altos corroem as margens das empresas. E por quê? Porque o governo gasta irresponsavelmente, precisa se endividar sempre e, para atrair compradores de sua dívida, oferece juros altos. O resultado: crédito custoso, menos investimentos e um envolvente tóxico para quem quer empreender.
A instabilidade jurídica agrava o problema. Regras mudam ao sabor de interesses políticos, a burocracia sufoca a produtividade e o manicômio tributário inviabiliza qualquer planejamento de longo prazo. Empresários vivem sob a “gládio” estatal, sem saber qual será o próximo ataque: impostos mais altos? Mais regulações? Alguma novidade interferência na economia?
Diante desse cenário hostil, o empresário brasílico precisa operar com margens maiores para gratificar o risco. Mas a concorrência feroz, os custos elevados e o crédito inacessível tornam isso praticamente impossível. Enquanto empresas de tecnologia e serviços financeiros nos EUA prosperam em um envolvente favorável à inovação, no Brasil as empresas tentam sobreviver em setores de demanda inelástica, porquê vitualhas, vontade e serviços básicos.
O resultado é previsível: menos investimento, menos inovação e uma economia estagnada. Nos EUA, as empresas conseguem crescer porque há previsibilidade e capital barato. No Brasil, o empreendedor precisa ser um verdadeiro gladiador para simplesmente manter as portas abertas. A solução? Reduzir o peso do Estado, implementar reformas estruturais e prometer segurança jurídica. Tudo o que o político brasílico odeia, porque vive do caos.